A Europa é cara. Isso não tem como contornar completamente. Mas existe uma diferença enorme entre viajar pela Europa gastando o que você precisaria gastar e viajar da forma inteligente — que pode custar até 60% menos. Essas 15 dicas são destiladas de anos de mochilão por mais de 30 países europeus.
1. Voe para a Europa com antistratégia de low-cost
As companhias Ryanair, Wizz Air e easyJet operam voos internos na Europa por preços que às vezes chegam a R$50 a R$150. A estratégia: voe para uma grande cidade europeia (Lisboa, Madrid, Roma) com a sua companhia aérea regular, depois use as low-costs para circular entre destinos.
Atenção: as low-costs cobram caro por bagagem despachada. Mochila de cabine de até 10kg é a chave.
2. Trens vs. low-costs: saiba quando escolher cada um
O Eurail Pass (passe de trem pan-europeu) só vale a pena para rotas longas e frequentes. Para trechos curtos, o trem vendido localmente com antecedência (especialmente na França e Espanha) pode ser mais barato. Para trechos acima de 3 horas, a low-cost quase sempre ganha em preço.
3. Acomodação: o hostel não é o que você pensa
Os melhores hostels europeus são mais que camas baratas — são comunidades. O St. Christopher’s Inns em Londres, o Wombat’s em Berlim e Viena e o The Independente em Lisboa são exemplos de hostels boutique com design, bar, eventos sociais e dorms de 4-6 camas impecavelmente limpos.
Quarto privativo em hostel de qualidade custa entre 40-80% menos que hotel equivalente.
4. Cozinhe quando puder, coma local quando valer
Hostels têm cozinha. Supermercados europeus como Lidl, Aldi e Mercadona têm produtos de qualidade a preços acessíveis. Café da manhã e jantar simples no hostel, almoço numa boulangerie local, mercado de rua ou trattoria sem cardápio em inglês — essa é a estratégia.
Regra de ouro: nunca coma no entorno de pontos turísticos. Cada quadra de distância do Coliseu, da Torre Eiffel ou da Sagrada Família reduz o preço em pelo menos 30%.
5. Museus gratuitos: os melhores não custam nada
- Londres: British Museum, National Gallery, Tate Modern, Victoria & Albert — todos gratuitos.
- Paris: museus nacionais gratuitos no primeiro domingo de cada mês.
- Berlim: Ilha dos Museus com desconto no Berlin Welcome Card.
- Roma: muitos museus municipais são gratuitos; o Vaticano tem um dia gratuito no último domingo de cada mês.
6. City passes: matematize antes de comprar
Os city passes (Barcelona, Amsterdã, Viena, Praga) incluem transporte e entrada em atrações. Só valem a pena se você realmente usar todos os itens incluídos. Faça a conta: some os preços avulsos e compare. Às vezes sai mais barato comprar separado.
7. Transporte dentro das cidades: app é tudo
Citymapper e Google Maps com rotas de transporte público funcionam perfeitamente em toda a Europa. Use sempre o transporte público — além de barato, é a experiência local real. Em Lisboa, o elétrico 28; em Amsterdã, as bicicletas alugadas; em Berlim, a bicicleta do sistema público.
8. Reservas: quanto antes, mais barato
Para trens e voos, o preço sobe à medida que a data se aproxima. Para hostels, o oposto pode ser verdade — cancelamentos de última hora geram vagas com desconto em aplicativos como Hostelworld e Booking.
Regra prática: voos e trens com 2-3 meses de antecedência; hospedagem com 4-6 semanas.
9. Seguro viagem: não pule essa parte
O seguro viagem não é opcional em viagens longas à Europa — especialmente porque o Visto Schengen exige cobertura mínima. Um atendimento médico de emergência na Alemanha ou na Suíça pode custar o equivalente a toda a sua viagem.
Pesquise a AXA, a Allianz e a Seguros Promo — plataforma de comparação brasileira especializada em seguro viagem.
10. Câmbio: a regra dos caixas eletrônicos locais
Evite casas de câmbio em aeroportos — a taxa é sempre pior. A melhor estratégia é usar cartões internacionais com zero taxa de câmbio (Wise, Nomad, C6 Global) e sacar em caixas eletrônicos locais quando necessário. Nunca aceite a opção de converter na moeda do cartão — deixe sempre em euros.
11-15: As cinco dicas que fazem a diferença real
11. Free walking tours: em toda cidade europeia existem tours gratuitos pagos na gorjeta. São excelentes para orientação no primeiro dia e para conhecer outros viajantes.
12. Apps de gastronomia local: TheFork (reservas com desconto) e TooGoodToGo (comida excedente de restaurantes com até 70% de desconto no final do dia) salvam o orçamento.
13. Viaje na baixa temporada: outubro e novembro (exceto feriados) e fevereiro e março têm preços 30-50% menores que o verão europeu com praticamente o mesmo clima em destinos do sul.
14. Couchsurfing e workaway: para quem tem tempo e abertura, hospedar-se na casa de locais (Couchsurfing) ou trabalhar algumas horas em troca de acomodação (Workaway) transforma completamente a experiência de viagem.
15. Leve menos, viaje mais: uma mochila de 36-40L de cabine é suficiente para 3 semanas na Europa. Menos bagagem = mais liberdade, sem esperar mala, sem taxas de despacho, sem perda de bagagem. A habilidade de viajar leve é, no fim, a mais valiosa de todas.